14 de setembro de 2016

O fantástico mundo da casa que tem o armário mágico

Conheci essa família há 5 anos, quando o João Pedro era apenas um pacotinho que ainda nem sabia engatinhar. Fiquei muito contente quando a Giovana me ligou para contar que a família tinha aumentado e lá fui eu reencontrá-los novamente.

Quem abriu a porta foi o próprio João. Com um sorriso no rosto, já foi tagarelando pelo caminho, perguntando se eu queria conhecer a casa dele. Fiquei impressionada com a simpatia e com o tamanho dele, a última memória que tinha dele era essa daqui. E fiquei mais impressionada ainda quando vi o Francisco, como ele é parecido com o João quando ele era bebê!
O Francisco está naquela idade de morrer de amores, que se diverte com as coisas simples, como o jato de água do jardim que liga com um sensor, ficar sentado na cama elástica enquanto o irmão pula, banana banana e mais banana! Brincar de corrida dentro do carrinho, e caminhar, andar, explorar! Um pequeno detalhe é que ele ainda não anda, mas ele pensa que anda rsrs.

Mas quando cheguei, mal podia imaginar que essa casa era mágica, e que lá dentro tinha um portal fantástico, escondido e camuflado. O armário do quarto dos meninos escondia este segredo... 

Mas vou contar em partes tudo que aconteceu ;)






























Por acaso o João resolveu entrar no armário para mostrar o seu truque de mágica para o Francisco (que ficou realmente preocupado com o sumiço do irmão haha), e descobriu que do outro lado as coisas eram um pouquinho diferentes...
Havia um mundo de alienígenas - com muita gosma. Sorte que o João encontrou um mapa secreto para encontrar as armas para se defender. E por mais sorte ainda ele percebeu que a cama podia se transformar em uma nave. Logo fugimos desse mundo de gosma e fomos por aí onde a aventura pudesse nos levar... 





















Houveram batalhas de espadas, música de faroeste para os pequenos heróis (e nesse momento com o violão tive um e mais outro flash back, dos tempos em que o João Pedro era bebê). Depois foi a hora da corrida maluca de carros com o Francisco, o condutor prodígio.




















E por fim fomos descobrir o oceano onde o João surfou e deu seus saltos ornamentais. Ele foi atacado e se viu em meio de uma guerra de travesseiros, e para não deixar barato ele revidou com uma bolada de bola de meia. O ataque acabou virou um jogo de baseball, claro, como não ;)
E enquanto o isso o Francisco checava o nível de segurança andando para lá e para cá sem parar, caminhando por todos os cantos inimagináveis da casa, ao infinito e além, sem descanso rsrs

























































A vida é uma aventura... e vida com crianças então, certamente garante uma bela porção de emocionantes descobertas e incríveis peripécias. Muito gostoso de ver famílias que amparam e entram na brincadeira desse universo fantástico que é a infância. Ela dura poucos anos, passa rápido, mas é tão intensa (e por vezes cansativa) que acabamos menosprezando, achando de vamos viver isso para sempre. Digo isso como mãe, das vezes que deixei de brincar com minhas filhas por ter trabalho a fazer ou coisas a arrumar (tarefa eterna, hein). Vivenciar momentos de troca, brincadeira, parceria em família me inspiram a ser uma mãe melhor e a sempre trazer a consciência essa riqueza que temos em casa, afinal dura pouco, muito pouco... e a saudades que dá, só a fotografia pode nos dizer... E só a fotografia irá ajudar esses pequenininhos a se lembrarem das histórias, farras e das delicias que tiveram na infância deles!

E fico imaginando... quantas outras casas possuem armários mágicos e portais fantásticos para outros universos? E quantas dessas casas possuem pequenos aventureiros prontos para novas façanhas...?
Se souber de alguma, me chama! ;)


Um comentário:

  1. Carol, essa história se torna ainda mais envolvente pela união de suas fotos com suas palavras. Viajei um pouquinho, caí na fantasia do armário e senti saudade da infância da minha filha. Talvez uma pontadinha de arrependimento pelas histórias não contadas, pelas brincadeiras não vividas. Realmente passa rápido e o tempo não volta. Belas e valiosas recordações você propicia às famílias!
    Beijo

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