25 de novembro de 2015

Antes e depois

O que acontece quando você faz uma visita de médio para entregar as fotos do batizado para a sua amiga e percebe que esqueceu de levar a câmera? Tcs, tcs , tcs...
Que bom que câmera dela estava lá no aparador, como toda câmera de mãe deve estar, certo? ;)

Aproveitamos para repetir uma cena de uma foto querida de quando esses dois fofurinhas ainda cabiam na barriga.

Adoro essas cenas de antes de depois <3



Foi rapidinho, só para deixar gostinho de quero mais rsrs

Quem quiser ver o ensaio anterior, clique aqui :)


18 de novembro de 2015

A história da foto

No começo do mês mostrei no facebook essa foto (que inclusive faz parte do último post aqui do blog) e fiquei com vontade de contar como ela foi feita.

Para acabar com as expectativas, não foi nada demais, viu rsrs Mas como adoro conhecer os processos dos fotógrafos e artistas, fiquei com vontade de compartilhar um pouquinho do meu.

Não tenho muito o perfil de controlar as situações quando fotografo, de montar cenas ou inserir objetos que não fazem parte da história que vou contar. Raramente eu visualizo uma foto e vou lá fazer. Prefiro deixar as coisas se desenrolarem naturalmente e me preparar e posicionar para o que está prestes a acontecer. Mas como para tudo tem exceção nessa vida, por mais raro que seja as vezes também dou uma forcinha, mudo algo de lugar ou peço um replay, como foi o caso dessa foto.

Não é sempre que nós fotógrafos estamos prontos para o que vai acontecer por mais que tentamos estar sempre preparados. As coisas acontecem em um segundo ou até menos que isso, e é preciso estar atento e ser ágil para não perder algum momento interessante. E nem sempre estamos no lugar ou posição ideal para registrar aquela situação com uma composição mais interessante.

Por mais que muita gente prefira não falar sobre isso, acontece muito de perdermos fotos por pura besteira: não fomos rápidos o suficiente, a câmera não focou a tempo, esquecemos de mudar a fotometria ou porque realmente não estávamos em um lugar favorável. E que você faz quando você perde um momento incrível?

Essa é a história da foto que vou contar hoje:


Parece piada, para outros exagero, mas realmente nesse caso foram 16 fotos para no fim ficar com 1 ou 3 fotos, em verde estão as fotos que gostei e que foram para a seleção de fotos que a cliente recebeu. Acho que posso falar que  sou uma metralhadora assumida né? ;) 
Geralmente quando vou selecionar as fotos, todas essas em amarelo iriam para o lixo, pouquíssimas vezes resolvo guardar todas as fotos de um único momento mas como achei interessante (até mesmo para mostrar aqui) resolvi guardar.
Não é em toda situação que faço tantos clicks assim, afinal não é toda situação que pede tantas tentativas para chegar na foto final.
Vale mencionar que a minha câmera sempre esta no modo multi burst (disparo múltiplos), aperto o botão do disparo uma única vez e mantenho apertado, desse jeito várias fotos são feitas uma atrás da outra até que eu pare de apertar o botão
Quando é uma cena que tem muito movimento e que acontece de forma bem rápida, como essa situação, também altero para a focagem al servo (isso para canon, não me lembro o nome usado pela nikon), assim o foco continua sempre em movimento ao invés de se focar fixamente em determinada distância, mantendo assim a pessoa em foco mesmo que eu ou a pessoa se mova um pouco.
Então para essas situações, decido antes em que parte do quadro quero que esteja o foco (sim, caminho e mudo sempre o ponto de foco, me acostumei desde sempre a fazer isso), mudo para o al servo, sempre com multi burst já definido e pronto, tudo certo para ser feliz rsrs
Uma ultima observação, acabou a foto e não vou mais fotografar cenas com movimento extremo, tiro do al servo e volto para o all focus, o modo que mais uso. Senão em outro momento que seja necessário focar e recompor, será um caos e um desfoque completo se continuar no al servo.
Desculpe todo o blá blá blá técnico mas acho que para algum fotógrafo isso possa interessar ;)


Voltando a foto! Tudo começou assim, com uma daqueles momentos "putz que merda, perdi uma foto legal". Sim isso pode e vai acontecer várias vezes quando você for fotografar, não importa há quantos anos você fotografe.
A questão mesmo é o que você faz com isso: vai desistir e ficar com a foto ruim ou vai tentar ir atrás para fazer uma foto boa?
Vi a cena dessa brincadeira em que o pai (ou seja lá quem for mas vamos chamá-lo de pai) estava virando a filha de cabeça para baixo, eu cheguei atrasada no fim da brincadeira e perdi o momento, não estava tão perto quanto queria, eles estavam de costas e não era ponto de vista que eu queria. Sem contar o fundo que estava meio confuso com essas pessoas atrás.
Mas na dúvida, tirei a foto, vai que né? Eu costumo abraçar alguns erros então por mais que uma situação esteja totalmente desfavorável, prefiro fazer a foto para ter a opção. Nunca vou saber se vou ter uma foto legal se não tentar, não é mesmo? E aos poucos quando possível vou me aprofundando na cena.
E foto saiu assim, com o foco errado, com o enquadramento simples, uma foto que certamente não terá nenhuma utilidade senão essa de contar a história da foto. Mas apesar de ter dado tudo errado, essa foto é super importante, ela faz parte de todo o processo a seguir.



Depois de ter feito ela, mesmo sem ter olhado o resultado na hora, sabia que essa foto estava longe do que eu queria. É uma foto que não transmitia nada do momento que vi acontecer, quem vê essa foto não vai saber o que estava se passando naquele momento, é uma foto sem intenção.

Então eu tinha duas opções: deixar para lá e procurar outra coisa para fotografar, ou ir atrás da foto que eu queria.
Se fosse há uns 5 anos atrás quando comecei a fotografar profissionalmente, acho que a minha timidez falaria mais alto e eu iria procurar outra coisa. Mas hoje a minha teimosia é maior que a timidez, então fui lá com um sorriso no rosto e pedi para o pai da menina repetir a brincadeira.
E claro, no caminho fui ajustando na câmera tudo o que precisava para alcançar o que eu queria. E muita atenção na velocidade, em cenas de movimento que quero congelar ao invés de deixar o movimento borrado, prefiro subir o iso do que deixar velocidade baixa. By the way, o iso é nosso amigo, tá? Ninguém vai morrer se deixar o iso alto ;)

Mas ai tem uma pergunta interessante! O que é eu queria?
Não sei! hahaha
Bom, esse é o meu jeito, o meu tipo de processo e cada pessoa tem o seu. Como disse antes, o meu perfil não é de elaborar e construir a imagem perfeita que eu visualizei antes. Isso também pode acontecer comigo mas nem sempre. Muitas vezes eu sei que uma certa situação vai render uma foto legal por conta dos elementos que fazem parte daquela cena, por isso insisto na foto mas não vou com a foto pronta na cabeça.
Eu meio que vou visualizando o que quero no decorrer da fotografia, me guio um pouco pelo o que não gosto e vou trabalhando para tirar os empecilhos de cena até alcançar a fotografia que gosto. Faz sentido isso? Bom, pelo menos para mim funciona! Não penso muito, vou sentindo e fotografando e a cada click tento encontrar um posicionamento/enquadramento melhor.


E então começou a brincadeira. Eu sabia que não seria a primeira foto que iria querer, então fotografei do início ao fim porque sabia que alguma foto no meio seria a foto escolhida.
Essa foto até funciona, poderia ter tratado essa, quem sabe até fazendo um crop na vertical.
Essa foto foi feita às 11:22:36



 E aí devo ter pensado: "Ops, cortei o pé dela, melhor abaixar"




Essa de baixo foi uma das escolhidas e é um pouco do que falo sobre abraçar o erro. O foco está no sapato e não no rosto. Mas e daí?! As vezes um leve desfoque pode trazer algo interessante para a estética da foto. Acho que essa foto não cheguei a entregar para a cliente, o que agora me faz me sentir uma boba porque gosto muito dela!


Essa foi outra escolhida. Voltei a cortar o pé mas do jeito que está aqui não me incomoda.
O foco também não está tão cravado no rosto dela mas nessa situação isso também não me incomoda, #abraceoerro rsrs
Se você reparar nas fotos anteriores, eu fui me movendo e me abaixando, procurando uma composição mais interessante. E com um teto desse faz muito mais sentido aproveitar ele do que fotografar em um ponto de vista mais reto ou de cima para baixo como na segunda foto. Poderia até ter enquadrado um pouco mais para a direita, o que foi o que fiz a seguir, mas também gosto dessa moça na esquerda observando a cena.




Essa foi a foto do post no face, o que originou este post daqui. Na realidade poderia também ter escolhido a foto anterior que são fotos praticamente iguais mas nem sempre as coisas são tão milimetricamente pensadas assim, por algum motivo subjetivo e misterioso escolhi essa.


A essa altura eu já sabia que tinha conseguido fazer uma foto bem legal e estava muito feliz por ter ido atrás do que eu queria e por não ter deixado a timidez me vencer. Mas como a gente nunca sabe o que pode acontecer depois, continuei fotografando até sentir que não tinha mais nada mesmo.




Essa foto foi feita às 11:22:42 -> Tudo isso durou no total 6 segundos!


E fim :)
Essa foi a história da foto!
Apesar de não ser assim metralhadora o tempo todo, com certeza sempre volto para casa com alguns momentos que fotografei assim.

E aí acho que também entra uma conversa muito legal para outro dia:
E se fosse filme, fotografaria assim dessa mesma forma?

Certamente não. Acho até que essa minha forma de fotografar é um pouco por causa do meu trauma de fotografar com filme por ter perdido muitas fotos legais.
Daí entra a questão de você sintonizar e se conectar com o momento para conseguir congelar aquele centésimo de segundo. E isso é incrível, acredito ser ainda mais recompensador conseguir uma foto desse jeito.

Talvez no futuro eu volte a fotografar como antes, com um pouco mais calma rsrsr  Mas hoje sou assim, ansiosa demais para ficar parada.
Bom, e lembra que falei que faz parte do meu processo ir descobrindo o caminho da foto no decorrer da foto?
Uma vez escutei algo parecido da Kirsten Lewis, uma fotógrafa que super admiro, que quanto mais você erra significa que mais você se esforçou para conseguir fazer uma boa foto. Então acho que posso me dar uma carta branca para continuar errando e acertando rsrs.
Mas de verdade, depois disso resolvi deixar a minha culpa de lado e abraçar o meu processo, por mais que me tome mais tempo na hora de selecionar as fotos. Afinal, ele é o meu processo, por que querer ir contra a minha natureza?


E para finalizar, adorei essa brincadeira daqui! Com certeza tenho outros momentos que guardei de início ao fim para contar a história do foto. Quem quer ver mais? ;)





4 de novembro de 2015

No dia em que a irmã foi batizada { Igreja Nossa Senhora do Brasil }

Hoje o post não terá fotos da cobertura quase completa de um batizado como normalmente faço. Não vou me focar na neném que foi batizada, na cerimônia ou nas interações das pessoas que estavam presentes.
Hoje quem conduz o post é o Antônio! Uma breve história de um batizado sob a perspectiva de um menino de dois anos.











































































Fotografar crianças arteiras sempre fez parte da minha proposta, inclusive em batizados (não é à toa que fotografei tanto as brincadeiras do Antônio que rendeu um post com praticamente só fotos dele). Muitas vezes os irmãos, primos e outras crianças caem naquele local onde se pede silêncio, calma e espera. Na maioria das vezes eles não conseguem nem entender o que está acontecendo e para que serve todo aquele ritual. Sempre fico imaginando o que eles estão pensando daquilo tudo.
Acho incrível essa curiosidade das crianças, a forma que eles observam tudo e como interagem com o ambiente.
E a verdade é que criança só sabe ser criança, só sabe brincar e correr. Acho lindo ver criança sendo criança não importa onde ela esteja, e acho ainda mais lindo quando os pais que permitem que isso aconteça!
Por isso quando alguma criança começa a correr pelos corredores da igreja 
a minha reação é sempre deixá-la livre e fotografar a beleza e a leveza de um sorriso e uma gargalhada que só elas sabem dar, mesmo que faça um pouquinho de barulho ou bagunça, afinal, faz parte não é mesmo? ;)



E quem ficou curioso para ver um post "normal" com fotos  de um batizado de início ao fim com direito à fotos do bebê e da cerimônia, dá uma olhadinha aqui neste link. Esse também foi na Nossa Senhora do Brasil. Acho sempre interessante fotografar no mesmo local que já fotografei antes, é sempre um desafio bom ;)

Para acompanhar as novidades e outras fotos e sapequices de mini-fofurinhas como essas, siga o perfil no insta (@carolinerosa.fotografia) e a página no facebook.
E se quiser ver outros batizados aqui no blog, continue aqui neste link!